Há alguns anos, mudanças significativas aconteceram na maior festa de rua do mundo, o Carnaval de Salvador. A festa, que reúne milhões de pessoas de várias partes do país e do mundo, além das principais bandas e artistas em seus gigantes e poderosos trios elétricos, torna-se diferente a cada ano, trazendo novidades que agradam alguns, mas a outros nem tanto.A criação do Circuito Barra-Ondina, que recebe o nome oficial de Circuito Dodô, em 1995, levou blocos e foliões para o Farol da Barra, tirando toda a concentração do Circuito Avenida/Campo Grande, o Circuito Osmar, dividindo as atenções entre os dois circuitos, os principais do Carnaval baiano.
O novo circuito levou do Campo Grande uma das maiores atrações do Carnaval, a banda Asa de Águia. Em 2001, a banda deixou o bloco Internacionais, desfilando somente na Barra, nos blocos CocoBambu e Me Abraça. Até hoje, os fãs do Asa imploram para que Durval volte ao Campo Grande.
Seguindo o Durval, Bell Marques, que já desfilava com o Nana Banana na Barra, levou também um dia do Camaleão para perto do mar. Em 2011, alegando que o Campo Grande está lotado, o Chiclete leva mais um dia do gigante Camaleão para a Barra, desfilando só por um dia na Avenida. Para os chicleteiros, isso é trágico.
Os fãs do tradicional Carnaval, que levava os verdadeiros foliões, apaixonados pela magia e alegria do Circuito Campo Grande, lamentam todas essas mudanças e temem que o Carnaval de Salvador se torne uma micareta indoor, como aconteceu com vários carnavais fora de época pelo país.
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